terça-feira, 17 de novembro de 2015

Padrões.

Padrões. Repetições periódicas de um determinado valor ou elemento, com vista a atingir um determinado estado ou resultado. Esta é a minha definição de um padrão, mas a enciclopédia Merriam-Webster apresenta-nos algumas definições, como:

  • Forma ou modelo proposto para imitação;
  • Algo que acontece de forma regular ou repetida;

Homem

Não é apenas o Homem que recorre a estas repetições periódicas, mas também a Natureza. Aliás, o Homem imita em muitas das suas artes o que a Natureza há muito cria. Podemos assistir a padrões nos flocos de neve, nos deltas de um rio, nas formações rochosas, nos veios de uma árvore e nas suas folhas, etc.

Natureza

A verdade é que estamos rodeados por padrões, sejam eles físicos, temporais e/ou comportamentais. Na realidade, dependemos deles, somos como Animais esfomeados por padrões, numa busca efémera por procedimentos que nos levem a atingir um nível superior, múltiplas vezes e, sempre que o desejarmos, como qualquer outra receita de culinária.

Procuramos construir modelos e algoritmos para tudo o que é incerto, para tudo aquilo que dá à Vida a sua maior característica e beleza, a Incerteza. Como podemos nós procurar padrões para o amor, amizade e/ou felicidade, quando muitas vezes aquilo que nos transmite mais felicidade é o que encontramos por acaso - Serendipidade.

Podemos considerar esses acasos como desvios, falhas no padrão, no nosso Padrão. São essas falhas que nos vão dar forma e modelar-nos até atingirmos o fim, o ponto final onde todas as nossas falhas, as nossas opções, os nossos acasos serão unificados com a História e seremos apenas lembrança nos acasos de um outro Ser. 

Resumindo, limitemo-nos a apreciar os padrões que a Natureza nos oferece. Os outros, aqueles por que tanto procuramos, serão um acaso e um desvio na nossa trajectória quotidiana, não uma criação forçada.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Hoje


O despertador tocou. Uma as 8h.. duas 8:15h.. três 8:25h .. está na hora de me levantar. Adormeço outra vez. quatro vezes... Não me apetece.  8:50h. Mas já estou atrasada. A Pussy está ao meu lado. Tão linda. Não lhe tenho ligado muito por causa do novo temporário membro lá de casa: Mad. Filho do Zackinho, vai para a Bélgica em Dezembro.
Acho que a Pussy merece pelo menos 2min de miminho por causa da minha falta de tempo em distribuir afecto por todos. Sao mais 2min de atraso. Fuck. Não me importo. Não quero que ela guarde rancores e a verdade verdadeira é que ela merece.
Levanto-me.
Casa de pantanas. Detesto. Amanha limpa-se. Afinal já levou com uma semana em cima.
O Mad acorda. Tenho de ser rápida. O que é que faz um bébé cachorro quando acorda? Caga e mija tudo.
Pijama disfarçado de fato de treino serve, tenho de ser rápida. Sigaaaa tudo lá para fora. Beijinho no Zack de bom dia. Também ele tem sido paciente.
É instantâneo. Cocó, xixi, duas voltinhas à rua para marcar seja lá o que for (não percebo a cena dos cães sinceramente) e já está.
Comida para o Zack, comida para o visitante, comida para a pussy. Estou pronta para cuidar de mim.
Escolher a roupa é sempre um filme e empata. Não sei porquê, os conjuntos são os mesmos não há muito que inventar.
Roupa escolhida, hora do banho. ESTÁS ATRASADA ANA!
Vestir, secar, lavar dentes, tentativa de compor o cabelo. Sempre no maior stress do mundo.
Berro comigo mesma, todos os dias a mesma coisa. Fico chateada. Fico irritada. Que se lixe.

Olho à minha volta: Nada no chão ou ao alcance do Zack que me possa arrepender de me ter esquecido.

Time to go...

Passo pelo meu estimado vizinho não vizinho aka sem-abrigo. Sempre no mesmo lance de escadas, sempre feio, magro e a cheirar a merda. Sorrio. Afinal ele faz parte da minha rotina. E lá está ele, com o seu pacote de vinho (hoje era vinho branco). Pergunto-me todos os dias qual será o nome dele. Afinal eu conheço-o não conhecendo e ele não faz a mínima ideia do que eu existo.

O transito não existe. Será por ser sexta feira? Que dia lindo. O que faria eu num dia destes à dois anos atrás? Tudo menos ficar fechada numa sala 8horas a trabalhar.

Chego. Mais uma vez não há estacionamento para mim. VIESSES MAIS CEDO!
Volta e não volta aqui está um buraco para eu enfiar o carro durante 8 horas. Serve. Tem de servir.

Lets go...

Entro. Mesmas pessoas, mesmo ambiente, mesmo cheiro. Bom dia a toda a gente.
O meu lugar está igual ao que eu deixei ontem. E estará com certeza quando chegar na segunda.

Café. Cigarro. Lugar.

I'm working on my shit now...