terça-feira, 17 de novembro de 2015

Padrões.

Padrões. Repetições periódicas de um determinado valor ou elemento, com vista a atingir um determinado estado ou resultado. Esta é a minha definição de um padrão, mas a enciclopédia Merriam-Webster apresenta-nos algumas definições, como:

  • Forma ou modelo proposto para imitação;
  • Algo que acontece de forma regular ou repetida;

Homem

Não é apenas o Homem que recorre a estas repetições periódicas, mas também a Natureza. Aliás, o Homem imita em muitas das suas artes o que a Natureza há muito cria. Podemos assistir a padrões nos flocos de neve, nos deltas de um rio, nas formações rochosas, nos veios de uma árvore e nas suas folhas, etc.

Natureza

A verdade é que estamos rodeados por padrões, sejam eles físicos, temporais e/ou comportamentais. Na realidade, dependemos deles, somos como Animais esfomeados por padrões, numa busca efémera por procedimentos que nos levem a atingir um nível superior, múltiplas vezes e, sempre que o desejarmos, como qualquer outra receita de culinária.

Procuramos construir modelos e algoritmos para tudo o que é incerto, para tudo aquilo que dá à Vida a sua maior característica e beleza, a Incerteza. Como podemos nós procurar padrões para o amor, amizade e/ou felicidade, quando muitas vezes aquilo que nos transmite mais felicidade é o que encontramos por acaso - Serendipidade.

Podemos considerar esses acasos como desvios, falhas no padrão, no nosso Padrão. São essas falhas que nos vão dar forma e modelar-nos até atingirmos o fim, o ponto final onde todas as nossas falhas, as nossas opções, os nossos acasos serão unificados com a História e seremos apenas lembrança nos acasos de um outro Ser. 

Resumindo, limitemo-nos a apreciar os padrões que a Natureza nos oferece. Os outros, aqueles por que tanto procuramos, serão um acaso e um desvio na nossa trajectória quotidiana, não uma criação forçada.

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